Contabilização
A conta contábil de cada item — conta financeira, categoria, clientes e fornecedores, tributo, estoque e receita — em que a contabilidade da empresa vai lançar, e o que se contabiliza aqui, em que lote.
A contabilização diz em que conta do plano de contas cada coisa cai: o banco, a categoria Aluguel, os clientes, o ICMS a recolher, a mercadoria para revenda, a venda. É dela que a contabilidade vai tirar os lançamentos da venda, da compra, da baixa e do custo, sem o contador redigitar nada.
Cada empresa tem a sua, como o plano: escolha a matriz no seletor de empresa, à esquerda da faixa da tela. A categoria e a operação são do grupo inteiro, mas o plano é de cada CNPJ, e a conta da categoria Aluguel numa matriz pode ser outra na matriz vizinha.
As abas
| Aba | O que tem |
|---|---|
| Contas financeiras | Cada caixa e cada banco da empresa e das filiais dela; a coluna Empresa diz de qual. |
| Categorias | Cada categoria financeira, as que vêm com o sistema (Juros pagos, Descontos obtidos, Taxas de cartão) e as que você criou. |
| Clientes e fornecedores | Uma conta para todos os clientes e uma para todos os fornecedores, e as dos adiantamentos. |
| Tributos | O Simples Nacional, o ICMS, o ISS, o PIS, a COFINS, o IPI, o IBS e a CBS, o Imposto Seletivo, a ST, o FCP-ST e o II, com a conta a recolher, a recuperar e sobre a receita, quando a têm; e os retidos, com a retido a recolher e a retido a compensar. |
| Estoque e custo | Cada tipo do item, com a conta da entrada da compra, do custo da saída e da perda, e a conta do que está em poder de terceiros. |
| Receitas | Cada operação de saída que é receita, com a conta dela, e as devoluções de vendas. A transferência, a remessa, a devolução de compra e a baixa de estoque não são receita, e não aparecem: a natureza do CFOP decide, ou a caixa Compõe a receita da operação. |
| Lotes | O que a contabilidade lança aqui, e em que lote — abaixo. |
O número ao lado do nome da aba é quantas contas ainda faltam nela, e Só as sem conta mostra só essas.

Clientes e fornecedores têm uma conta só. O CNPJ ou o CPF de cada um vai no lançamento: se o escritório trabalha com uma conta por cliente, o sistema dele a cria quando importa.
Escolher a conta
Clique na célula e digite a conta: a classificação (1.1.1.01.0002), o código reduzido (2) ou parte do nome (bancos).
Enter grava na hora. Se o nome casar com mais de uma conta, a frase mostra uma delas e pede a classificação ou o código. Apagar o texto
e gravar tira a conta da regra.

Confira a conta que entrou: a célula a mostra assim que grava. Parte do nome acha a única conta que tem aquele trecho, e ela pode não ser a que você pensou — outras despesas, no plano modelo, é Outras despesas antecipadas, do ativo.
A conta tem de ser analítica, ativa e da natureza que a regra pede: o banco é do ativo, o ICMS a recolher é do passivo, e a receita e o custo são de resultado. A categoria aceita qualquer natureza — o aporte cai no patrimônio líquido, e a retirada pode ser lucros a distribuir ou pró-labore.
A célula com o traço não existe. O IBS e a CBS não têm conta sobre a receita, porque não entram na receita (a reforma tributária os põe por fora). A ST só se recolhe.
Preencher pelo modelo
Se o plano veio de Usar o modelo, o Preencher pelo modelo, na barra, põe nas regras vazias a conta do modelo: o banco em Bancos conta movimento, Juros pagos em Juros e multas de mora, o ICMS em ICMS a recolher. Use-o depois de usar o modelo. Ele só põe a conta quando o plano da empresa tem a do modelo, com a mesma classificação e o mesmo nome, e nunca troca a regra que já tem conta. As categorias e as operações que você criou ficam para você.
A aba Lotes
A aba Lotes decide o que a contabilidade lança aqui, e em que lote. É a escolha do escritório: o que ele já lança no sistema dele fica desligado aqui, para não entrar duas vezes.
Usar o padrão, na barra, cria seis lotes — 1 Vendas, 2 Compras, 3 Estoque, 4 Financeiro, 5 Impostos e 6 Manual — e liga todas as origens, cada uma no lote dela, com a NFC-e somada por dia. Ele não mexe no lote nem na origem que você já escolheu. Use-o primeiro, e desligue depois o que o escritório lança lá.

Os lotes. O Código tem de um a seis dígitos, e os zeros à esquerda contam: 001 e 1 são lotes diferentes, como no sistema
do escritório. A Numeração é o número que o lote leva em cada mês fechado:
- Fixa — o código: o lote leva sempre o código dele;
- Sequencial: digite o primeiro número em A partir de —
000245, por exemplo —, e cada mês fechado leva o seguinte,000245,000246, com os mesmos zeros. Apagar o A partir de volta o lote à numeração fixa.
Novo lote cria um lote com o código e o nome. Desligar Ativo tira o lote das escolhas, depois que nenhuma origem aponta para ele.
O que se contabiliza. Cada origem — a venda, a NFC-e, a compra, as devoluções, o custo da venda, a remessa, a perda, os títulos, o recebimento, o pagamento, a transferência, o adiantamento, a renegociação e o DAS — tem a chave Contabiliza e o Lote. A NFC-e tem também a Forma: Cupom a cupom ou Somada por dia. O lançamento à mão sempre se contabiliza: dele, escolha só o lote.
Mudar a escolha vale para o mês aberto, quando ele se gera de novo, e não mexe no mês fechado. Desligar uma origem tira os lançamentos dela daqui, e o balancete avisa que não é o da empresa inteira.
Antes de gerar
As categorias que vêm com o sistema precisam de conta. O recebimento com juros lança na conta da categoria Juros recebidos; o pagamento com juros, na de Juros pagos; o desconto dado, na de Descontos concedidos; e o desconto recebido, na de Descontos obtidos. Sem a conta, a baixa vira pendência. Preencher pelo modelo as preenche.
As contas dos adiantamentos, na aba Clientes e fornecedores, recebem o adiantamento recebido do cliente (um passivo) e o pago ao fornecedor (um ativo). A aplicação do adiantamento num título baixa o título contra elas.
O título do DAS é um título a pagar, e a categoria dele tem de apontar para o Simples a recolher. O título quita o imposto; quem o põe no resultado é o DAS do mês, que o fechamento lança pela apuração do Simples. Apontada para uma despesa, a categoria põe o DAS duas vezes no resultado.
O retido na baixa vai para a conta retido a compensar do tributo, na aba Tributos, pela abertura do documento de onde o título veio. O título avulso não tem essa abertura: a baixa dele com valor retido vira pendência, para lançar à mão.
A receita de cada operação de venda, na aba Receitas: a venda de uma operação sem conta vira pendência. Preencher pelo modelo dá a conta às operações que já existem; a operação criada depois dele fica sem, e a primeira venda dela avisa.
O estoque, o custo e a perda de cada tipo do item, na aba Estoque e custo: a conta sai do tipo do item do cadastro do produto. O produto sem tipo vira pendência, e o tipo errado lança na conta errada — confira o tipo das mercadorias, do material de uso e consumo e do ativo.
Em poder de terceiros não recebe lançamento sozinho: a remessa ao conserto e em consignação não muda o valor do estoque, e o consignado vendido sai do estoque da empresa. A conta fica na aba para quem quiser segregar a mão.
O FCP-ST não tem conta no modelo: a primeira venda com ele vira pendência até a aba Tributos dar a conta.
Mudar uma regra refaz os meses abertos. A próxima geração depois de uma mudança aqui lê os meses abertos inteiros, e não só o que mudou; o mês fechado fica como está.
O IBS e a CBS de 2026
Em 2026 a norma deixa a empresa lançar o IBS e a CBS no balanço ou só informar em nota explicativa, desde que mantenha a escolha. A escolha fica na aba Tributos, e começa em Só em nota explicativa. Quem decide é o contador. No balanço, a venda lança o IBS e a CBS destacados a recuperar — o que se compensa com o PIS e a COFINS no ano de teste — contra a recolher; em nota explicativa, nada. De 2027 em diante eles somam no total da nota e vão a recolher, como o IPI.
A conta usada não sai do plano
A conta que está numa regra não se exclui, não se inativa e não vira sintética no plano de contas: troque-a aqui antes. Sem isso, a regra ficaria apontando para uma conta que não recebe lançamento, e o erro só apareceria no lançamento.
O que a tela recusa
| A tela diz | O que fazer |
|---|---|
| "Esta empresa ainda não tem plano de contas: monte-o no Plano de contas, pelo modelo ou pela planilha do contador." | No plano de contas, use Usar o modelo ou Importar planilha, e volte aqui. |
| "A conta … não existe no plano desta empresa: digite a classificação, o código reduzido ou parte do nome." | Confira o número no plano de contas. |
| "… casa com … contas, como a …: digite a classificação ou o código reduzido." | Digite mais do nome, ou o número da conta. |
| "A conta … é sintética e não recebe lançamento: escolha uma analítica abaixo dela." | Escolha a conta de baixo. |
| "A conta … está inativa: ative-a no plano de contas, ou escolha outra." | Ative a conta no plano, ou use outra. |
| "A conta … não é do ativo, e esta regra pede uma conta do ativo." (ou do passivo, ou de resultado) | Escolha uma conta da natureza que a regra pede. |
| "A conta … está numa regra da contabilização: troque-a lá antes de excluir, inativar ou torná-la sintética." | No plano de contas, ao mexer na conta: troque a conta da regra aqui primeiro. |
| "O plano de contas é da empresa inteira, matriz e filiais: escolha a matriz no seletor de empresa." | Troque para a matriz no seletor de empresa. |
| "O código do lote é de um a seis dígitos, e os zeros à esquerda contam: … não serve." | Digite só números, até seis. |
| "O código … já é de outro lote desta empresa." | Escolha outro código. |
| "A numeração sequencial pede o número de início, de um a seis dígitos." | Digite o A partir de só com números, até seis. |
| "O lote … tem origem ligada: aponte as origens para outro lote antes de inativá-lo." | Troque o Lote das origens dele, e depois o inative. |
| "O lote … está inativo: ative-o, ou escolha outro." | Ative o lote, ou escolha outro para a origem. |
| "Escolha o lote da origem que se contabiliza." | Escolha o Lote antes de ligar a origem. |